Ser taxista na cidade de São Paulo é uma conquista de muitos, o difícil é conviver com as interferências de políticos que nada conhece da atividade e impões regras, que dificulta os interesses de todos. Político profissional em manobras e promessa leva muitos acreditar, em suas conversas, mal sabem eles que o interesse é o seu voto. O ano 2023 fica marcado para muitos, em desespero, desistiram da profissão, devido às imposições políticas.
O aplicativo SPTáxi com suas decisões impostas por político, caso fosse para a frente o desacoplador, poderia levar a categoria a extinção em poucos anos. Os protestos dos taxistas tiveram mais força, contrariando as imposições. Em 14 de março de 2022, a empresa Taksim, assinou contrato com a Secretária Municipal de Mobilidade, Trânsito e Transportes, para gerenciar o aplicativo, instalando um dispositivo no taxímetro chamado desacoplador, que controlaria o faturamento do taxista e suas horas de trabalho.
Líderes caminhando na contramão
Os líderes da categoria caminharam juntos contra os taxistas apoiando a ideia do controle do faturamento e horas de trabalho. O único que travou verdadeira batalha contra o sistema, foi o ex-vereador da cidade de São Paulo, Salomão Pereira, taxista e presidente da (Coopetasp), Associação dos Coordenadores e Permissionários Taxistas em Pontos de Táxis de São Paulo. Com amplo conhecimento aos interesses da categoria, defendeu a liberdade do trabalho, sem qualquer imposição e controle. Buscou apoio político em defesa de todos, quebrando força política de parte interessada. Chegou a ser ameaçado de processos na tentativa de intimidá-lo, devido sua contrariedade do dispositivo.
Muitos taxistas podem receber multa de R$ 500,00 a R$ 1.500,00
O mesmo político que defendia o desacoplador para controlar o faturamento do taxista, tentando conquistar os descontentes, conseguiu um reajuste de tarifa de 5%, em uma data não propicia, que não satisfez os interesses da categoria, com compra de tabelas, gasto com mudança de tarifa, taxa do IPEM. O curto prazo para atualizar o taxímetro, correndo o risco de serem multado no próximo ano com multa que vai de R$ 500,00, a R$ 1.500,00, por não ter comparecido na oficina no prazo previsto pelo IPEM. Teve que recorrer ao IPEM, Parque Novo Mundo para pegar autorização e modificar seu taxímetro, com o novo valor.
Prazo 35 dias para as oficinas modificarem 34 mil taxímetros
Segundo o diretor do DTP, Roberto Cimatti, informou em portaria, que o número de táxi da cidade é de 34 mil. O IPEM deu 35 dias para às oficinas realizarem a mudança de tarifa, dos 34 mil taxímetros. A correria no posto de aferição do Parque Novo Mundo é de quem perdeu o prazo, na tentativa de escapar da multa, gerou filas e mais filas com demora de até duas horas para o atendimento. Movimentação essa, não esperada pelos funcionários do setor. Já que as oficinas, com prazo vencido, só com autorização podem retirar o taxímetro e atualizar à tarifa.
A redação da Folha do Motorista recebeu várias ligações e vídeos de taxista reclamando da demora no atendimento. Ronaldo ligou e disse: “É um absurdo o que estou vendo aqui, no posto de aferição do Parque Novo Mundo, uma fila com mais de 150 taxistas que não tomaram conhecimento do prazo informado pelo IPEM”. “Gostaria que o Senhor Salomão, tomasse conhecimento na tentativa de nos ajudar no que for possível”, informou Ronaldo.
“Já estou na fila a mais de uma hora, em minha frente tem mais de 100 taxistas. A informação que circulou no meio da categoria foi que a mudança de tarifa seria conforme o vencimento do alvará. Se é com o vencimento do alvará, não tomamos conhecimento da tabela divulgada pelo IPEM, com certeza vai prejudicar milhares de taxistas”, questionou Ronaldo.
Outro taxista mandou um vídeo às 14 horas, questionando que estava na fila há mais de uma hora, sem almoço e pegou a senha de número 80, atrás ainda tinha vários taxistas. “A situação aqui está muito complicada. É impossível cumprir o prazo do IPEM. Estou mandando para o Senhor Salomão, tomar conhecimento e ver em que pode nus ajudar, sair desse enrosco que nos colocaram com esse reajuste de tarifa”, questionou o taxista.
“Pedi ao Superintendente não aplicar multa e sim advertência, citou Salomão”
“A decisão á, favor, ou contra, deve ser tomada com o representante da categoria, caso contrário o prejudicado são os taxistas. Nesta situação tornou-se difícil, porque os líderes que participaram para decidir o reajuste, não se atentaram o que poderia ocorrer. O curto prazo para serem modificados os 34 mil taxímetros como informou o diretor do DTP, não ser suficiente”, questionou Salomão.
“É meramente impossível realizar em 35 dias, previsto pelo IPEM, modificação dos 34 mil taxímetros, sem que todos os taxistas tomassem conhecimento. Já que ocorreu o reajuste de tarifa, essa mudança poderia ser decidida no próximo ano, iniciando em janeiro com um prazo maior de comparecimento às oficinas, assim evitaria todos esses transtornos gerado pelo reajuste de tarifa”.
“O que não pode, é o taxista, ser prejudicado com multa de R$ 500,00 por incompetência de quem lhe representa. Com base nas reclamações, encaminhei Assessoria de Imprensa do IPEM, vídeos recebido e Live que gravei, solicitando ao Superintendente, que não atuem o taxista com multa. Se tiver que notificar, seja por advertência do não comparecimento. A multa vai dificultar ainda mais ávida destes trabalhadores. Eles não tem culpa da falta de competência de seus representantes que deveria lhe representar, fato que não ocorreu”, citou Salomão.





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